Coluna Álvaro Machado Dias na Folha de São Paulo

Brasileiros tendem a preferir humanos a inteligência artificial; veja estudo inédito

ChatGPT e outros bots ajudam em tarefas mecânicas, mas superestimamos nossas capacidades com sua chegada.

Brasileiros tendem a preferir humanos a inteligência artificial; veja estudo inédito

O ano de 2023 deve entrar para a história como aquele em que o contato direto com a inteligência artificial se popularizou. ChatGPT e Google Bard terão papéis importantes neste legado, mas não tão grandes quanto se projeta agora.

As verdadeiras atrações serão (1) os chatbots da próxima geração, que trarão correções para as falhas mais elementares da atual, sobretudo no que se refere à desinformação e (2) a incorporação dessa tecnologia pelos mais diversos aplicativos.

Uma possibilidade que antevejo envolve o metaverso, hoje tido como aposta baseada em premissas erradas, sobretudo a de que o consumidor toparia andar com uma caixa de sapatos amarrada à cara, durante os anos que o separam das interfaces verdadeiramente amigáveis.

Comento essa hipótese para ilustrar duas regras sobre o progresso tecnológico: (1) os grandes marcos estão sempre mais distantes do que originalmente previsto; (2) há muita polinização cruzada nas fronteiras da invenção, o que leva a saltos insuspeitos.

Assim, é importante que a gente se mexa e procure entender com mais profundidade a natureza das relações que estabelecemos com a inteligência artificial, independentemente do que achemos do ChatGPT; afinal, tudo indica que, após 70 anos de vida, a IA está em ponto de virada.

Nas atuais condições, isso é verdade. Porém, vale lembrar que a proposta vem da indústria gamer, a maior do entretenimento global; redes sociais e produtividade são meras translações. Os jogos de sucesso são fartos em criaturas puramente computacionais: monstros que devem ser mortos, parceiros sem personalidade que acompanham o jogador na busca da recompensa final, além dos incontáveis coadjuvantes preenchedores de tela (NPCs). Pois é só uma questão de tempo para que esses seres desinteressantes sejam equipados com algoritmos de linguagem e comecem a dialogar livremente com os jogadores, redefinindo as experiências de jogo.

Quais os macetes para vencer o gigante da fase 3? Por que gostamos tanto de violência? Como faço para mostrar o que verdadeiramente sinto por uma pessoa? O rol de perguntas que dão a sensação de funcionar melhor quando dirigidas a alguém e não a um rasgo na tela é imenso. Como a qualidade das interações é dependente do seu realismo, deduzo que as novas IAs acelerarão a adoção do VR e este a interatividade contínua em universos digitais ou metaversos muito antes do surgimento dos óculos e lentes de contato ideais para tanto.

 

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