Maior estudo já feito desafia aquilo que supomos sobre a polarização na internet
Nas redes sociais, agrupamentos de pessoas com ideias semelhantes tornam-se cada vez mais fortes. São as chamadas bolhas. Nelas, a radicalidade é premiada e opiniões são tomadas como fato. A política é influenciada por essa dinâmica, pela qual o bom senso é ofuscado.
Nas redes sociais, agrupamentos de pessoas com ideias semelhantes tornam-se cada vez mais fortes. São as chamadas bolhas. Nelas, a radicalidade é premiada e opiniões são tomadas como fato. A política é influenciada por essa dinâmica, pela qual o bom senso é ofuscado. Duvida? Veja os comentários dos principais portais de notícia. A solução apontada comumente para reduzir esse efeito polarizador é mudar o comportamento dos algoritmos de recomendação de conteúdo para que haja mais diversidade de opiniões. Pois esta abordagem parece ser insuficiente – pelo menos de acordo com os resultados experimentais mais cuidadosos jamais publicados sobre o tema. Em 2020, o FB/Instagram fez um experimento comportamental, alterando o feed de parte substancial da população americana para ver se isso reduziria a polarização. O resumo foi bem limitado. Por quê? Bom, as redes sociais se tornaram vitrines de tendências e influência. Há tempos, o que importa não é mais a quantidade de vezes com que uma pessoa esbarra em um conteúdo, mas sim quem fala. Influencers da política, sobretudo os que disseminam fake news, e baixo controle sobre conteúdos inverídicos são os motes efetivos do problema, tal como ele se apresenta hoje em dia. Este foi o tópico discutido no quadro ‘Visões do Futuro’, da CBN, que está disponível no Spotify. Não deixe de conferir lá na plataforma de podcasts! O link está na bio e também aqui: https://shre.ink/Alvaro